Ha mais ou menos 2 meses Antonio começou a vomitar depois de se alimentar, principalmente quando comia muito, a principio achei que não era nada, ai vieram soluços atras de soluços e mais vomitos... Levei-o na pediatra e ela falou que era refluxo, como ele vomitava 1 ou 2 vezes por semana, e estava ganhando peso normalmente, estava bem de saúde, ela disse que era leve, mas tinhamos que tratar.
Ela passou umas gotinhas homeopaticas a ele, e o refluxo melhorou 90%.
Como foi que ele desenvolveu isso, foi por que estava comendo mais, como ele não gosta de leite e nem de mamadeira, tenho que fazer um mingau e dar de colherinha, ai ele acaba ingerindo um alimento mais pesado do que uma mamadeira batida com fruta.
Ele fica empaturrado e muitas vezes chama o UGO...rsrsrs
Ai dou menos mingau e comidas, mas dou varias vezes ao dia.
Refluxo é um problema sério, principalmente em bebezinhos novinhos, pois o risco de aspirar o leite vomitado é maior, quando Antonio era novinho eu morria de medo dele engasgar a noite com leite, então colocava ele pra dormir de lado, e graças a Deus ele nunca vomitou dormindo.
E também tem o risco da desnutrição, bebês com refluxo patológico tendem a ter baixo peso, que graças a Deus nunca foi o caso do Antonio também.
Aí lendo mais sobre o assunto achei no site www.saudevidaonline.com.br a Lúcia Helena Salvetti De Cicco disse assim:
O refluxo gastro-esofágico (RGE) se manifesta quando o conteúdo do estômago volta para o esôfago através do vômito (quando o leite volta coalhado) e também pode vir acompanhado de regurgitação (quando o leite reflui, isto é, volta sem ser coalhado). Ele pode ser "oculto" quando a criança não apresenta vômito ou regurgitação. Existem dois tipos de refluxo, o patológico e o fisiológico. A diferença entre os dois é quanto à quantidade regurgitada e a freqüência que ocorre.
O refluxo por si só pode ser considerado normal, mas quando é patológico, isto é, a sua freqüência é intensa, pode levar a desnutrição (a criança deixa de ganhar peso pelos vômitos) e problemas respiratórios, tais como pneumonia (o leite pode fluir para o pulmão), e esofagite (inflamação do esôfago, devido ao refluxo do conteúdo ácido do estômago).
Não existe uma explicação para a existência do refluxo, mas podemos dizer que o músculo existente na extremidade inferior do esôfago não desenvolveu direito ou é "fraco". Isto permite que o alimento volte para trás em direção a boca.
O RGE é mais freqüente na infância; aproximadamente 50% das crianças com 2 meses de idade regurgitam o leite de duas ou mais mamadas ao dia. Normalmente, o refluxo melhora espontaneamente e deixa de ser habitual a partir de um ano de idade.
Todas as crianças nascem com a válvula do esôfago imatura. Até os dois meses (idade em que a válvula acaba de amadurecer), é normal que a criança tenha refluxo. À partir desta idade, o problema passa a ser a quantidade de alimento que a criança reflui, pois se o volume for muito grande, ela não terá um desenvolvimento saudável e isto pode causar maiores problemas.
Como diagnosticar o Refluxo
Para se diagnosticar se a criança tem ou não refluxo, deve-se observar apresença de vômitos (se são freqüentes), processos pulmonares freqüentes, falta de ganho de peso, e exames como radiológicos ( exame contrastado do esôfagoe estômago) e mais recentemente pelo pHmetria. O que são esses exames:
RAIO X
O contraste torna possível a visualização da anatomia esôfago - estômago -duodeno e possíveis mal-formações.
CINTILOGRAFIA
A criança toma leite com uma substância marcada, que ao passar no aparelho,todos os episódios em que a criança apresenta refluxo são medidos. Serve também para ver se o refluxo vai para o pulmão da criança causando doença broncopulmonar (ver se o material refluído foi aspirado).
PHmetria
É realizada através de uma sonda bem fina, que é introduzida pelo nariz da criança, até o esôfago. Durante 24 horas, esta sonda mandará informações ao computador se está ou não ocorrendo o refluxo gastro esofágico.
O refluxo tem cura, desde que a criança faça uma dieta e tratamento, seguindo a orientação médica quanto à medicação e às medidas posturais.
Como deve ser o Tratamento e a Dieta da Criança com Refluxo
A dieta das crianças com refluxo deve ser dada em volumes pequenos, várias vezes ao dia. A forma que a mãe carrega a criança pode fazer com que ela ao arrotar, reflui. A posição ideal para se colocar o bebê depois que ele mamou é "em pé" no colo da mãe, de modo que não se faça nenhum tipo de pressão ou força para que ele arrote. Depois de mais ou menos uma hora após amamentar, coloque-o de bruço no berço elevado.O importante é não exercer nenhum tipo de pressão no abdômen da criança.
Veja a seguir o que a criança pode e não pode comer:
Alimentos Permitidos
Todas as Frutas, com exceção das cítricas. Algumas frutas, como mamão, goiaba, pêra e banana podem ser amassadas e usadas para engrossar sucos e outros alimentos.
arroz,
macarrão sem molho,
pão,
carne magra,
alimentos engrossados,
Legumes, etc
Alimentos Proibidos
Frutas cítricas,
refrigerantes,
chocolate,
acúcares concentrados (balas, doces, etc.),
iogurtes,
chás, café,
salgadinhos,
produtos de tomate,
frituras e comidas condimentadas.
Além da alimentação, em alguns casos, a criança com refluxo deve ter o berço elevado. Se o caso for grave o tratamento deve ser rigoroso, com o berço elevado à metade do comprimento, formando um ângulo de 30°. Se a criança estiver se desenvolvendo normalmente e não apresentar problemas respiratórios (pneumonia) nem esofagite, basta engrossar o leite.
Quando a criança já está com 7 ou 8 anos não há necessidade de erguer tanto a cama, basta apenas 30 cm. O importante é não deixá-las comer antes de dormir.
Alguns Conselhos Úteis para as crianças com refluxo
Deixar a criança no colo até ela arrotar;
Evitar chacoalhar a criança após as mamadas;
Evitar pressionar o abdomem na troca de fraldas;
Evitar dar alimentos da lista dos proibidos;
Engrossar o leite, sempre que recomendado pelo médico;
Seguir a medicação correta indicada pelo pediatra.
Colocar a criança para dormir com o berço inclinado (quando for o caso);
Segundo o blog pediatraemdia.blogspot.com, o Dr. Celso Ribeiro disse assim:
O QUE AS CRIANÇAS SENTEM, QUANDO TÊM REFLUXO ? Dependendo da idade de início dos sintomas, o refluxo pode ter vários significados e cursos clínicos. Pode ter duas formas de apresentação: da criança, e do adulto.
No refluxo da criança os sintomas aparecem nos primeiros meses de vida e melhoram até os 12 ou 24 meses em 80% dos casos.
O refluxo do adulto pode ser prolongamento da primeira, ou aparecer mais tardiamente; tem sintomas persistentes e, quase sempre, necessita de tratamento.
As manifestações clínicas do refluxo podem ser específicas, tais como ruminação (ficar com movimentos mastigatórios contínuos), regurgitações, arrotos; dor abdominal, anemia e sangramentos; chiado no peito de repetição que não melhora com as medidas habituais; pneumonias de repetição, laringites, sinusites, infecções do ouvido de repetição, e outras.
Em lactentes a suspeita de inflamação no esôfago (esofagite) ocorre quando há choro excessivo, irritabilidade, distúrbios do sono, agitação e recusa da dieta (a criança passa a ter medo de alimentar-se, e sentir dor).
A criança maior pode queixar-se de queimação sobre o estômago, dor no peito tipo angina, dor abdominal, dor durante a alimentação e excesso de salivação.
Haverá comprometimento do crescimento porque os nutrientes não são adequadamente aproveitados pelo organismo.
O chiado no peito tem várias causas. Quando uma criança que está chiando não responde aos medicamentos habituais utilizados na asma, pensa-se em refluxo gastroesofágico como o causador do problema.
A apnéia, ou parada respiratória, ameaçadora à vida, pode ocorrer nos primeiros quatro meses de vida, mas a relação entre essa e o refluxo gastroesofágico é difícil de se estabelecer. Quando a apnéia ocorre logo após episódios de vômitos é possível que seja secundária ao refluxo.
O refluxo tem sido associado a vários outros acontecimentos na vida da criança, como morte súbita do lactente, soluços, rouquidão e erosão dentária. Como pode ser constatado, somente o médico poderá fazer o diagnóstico diferencial entre tantas condições clínicas apresentadas pela criança que vomita.
Mamães e futuras mamães, fiquem atentas as golfadas e vômitos de seus bebês,
UM BEIJÃO A TODAS