27 de abr de 2011

Que futuro terão nossos filhos?

A Dina (http://nossaalegria.blogspot.com/) postou uma carta escrita pelo Grupo CRIA, que achei muito importante que todos os pais e futuros pais possam ler e refletir sobre o conteúdo dela, vamos divulgar.
beijos a todas

Carta aberta às mães e pais escrita pelo GRUPO CRIA.

Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.

A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?


Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.

Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,temos de começar pelas crianças. Gandhi


O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?


Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?


O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.


O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?


Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!

Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.

Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.

Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!


Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.


Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é? Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor!

Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ

24 de abr de 2011

10 meses e 24 dias, Ele esta crescendo!!!

Prestes a fazer 11 meses comecei a reparar e na verdade a cair a ficha que o Antonio esta crescendo, e isso esta me dando um frio na barriga, por que significa independência.
Eu sempre quis ser uma mãe cuca fresca, deixar ele explorar sozinho, se desenvolver, criar, crescer, cair, levantar, se sujar, essas coisas... Maaaas acho que não tem sido bem assim, por que desde que ele começou a engatinhar ela ja mostra sinais de independência e isso de certa forma me assusta um pouco.
O meu lado super protetora tem falado alto, por que quero fazer tudo por ele e para ele, as vezes sem pensar ja estou eu tentando controla-lo...e isso é péssimo!!!!!!!
Hoje domingo de páscoa fomos almoçar na casa de um casal de amigos nosso que tem uma bebezinha 1 mês mais velha que Antonio, a menina faz tudoo, come de tudo é super esperta...
Aí como estávamos em clima de páscoa, confraternização, deixei um pouco de lado a rotina, regras e etc. Ele comeu tudo o que eu nunca dei a ele, fez coisas que nunca fez em casa e ficou super feliz com toda aquela bagunça...aiiiiiiii, na hora vi que ele ja esta muito preparado pra certas coisas, e que eu fico protegendo, controlando, me senti péssima por isso, não quero criar meu GURIZÃO numa bolha, mas ao mesmo tempo quero mante-lo na minha bolha....
Vou voltar a trabalhar este ano, já esta decidido e só de pensar que vou ter que ficar longe dele e deixa-lo numa creche já começo a chorar, e ja estou chorando aqui..rs
Eu preciso mudar, para o bem do meu filho, preciso relaxar mais sem deixar de cuidar bem dele, é claro, mas preciso deixa-lo mais livre para descobrir mais coisas, para aprender, crescer e se desenvolver.
Ser mãe é maravilhoso, é o melhor sentimento que tive em minha vida, mas em alguns momentos dói bastante, e sei que isso é só o começo.....

23 de abr de 2011

10 meses e 23 dias, Luto e virose!!


Oi meninas,

Infelizmente vim hoje com coração pesado e muito triste, domingo perdi minha vózinha materna Anna, eu era muito apegada a ela, e ela vinha lutando contra o câncer ha mais ou menos 8 anos e domingo dia 17 Papai do céu a recolheu. Viemos as pressas na segunda feira pra Campo Grande e ao chegarmos Antonio começou com febre alta na segunda de madrugada tive que ir ao hospital com ele, por que acordou com 39.1º de febre, não era garganta, nem ouvido, nem pulmão, a pediatra suspeitou de virose e passou antitermico e continuei dando as gotinhas homeopaticas, só que na terça o antitermico não parava no estomago, ele vomitou umas três vezes e por isso a febre não abaixava, a terça foi pior dia, por que enterramos minha vó e Antonio com 39º de febre. Meus primos e meu irmão vieram de São Paulo, então me ajudaram a ficar com minha mãe, somente a noite consegui dar remedio a ele sem ele vomitar, ai a febre cedeu e ele dormiu muito bem, na quarta ja acordou febrilzinho mas nada comparado com o febrão do dia anterior. Graças a Deus hoje ele esta bem, sem febre, sem dores.
Meu marido viajou para Bahia, ontem, sexta feira, ele vai trabalhar com representações de produtos agricolas e quarta feira dia 27/04 minha mudança esta indo embora pra lá... Aiiiii é muita coisa, mas sei que dará tudo certo, os preparativos do aniversario dele estão indo super bem, logo postarei novidades.
beijos, beijos

2 de abr de 2011

10 meses e 2 dias, O Refluxo!!!

Ha mais ou menos 2 meses Antonio começou a vomitar depois de se alimentar, principalmente quando comia muito, a principio achei que não era nada, ai vieram soluços atras de soluços e mais vomitos... Levei-o na pediatra e ela falou que era refluxo, como ele vomitava 1 ou 2 vezes por semana, e estava ganhando peso normalmente, estava bem de saúde, ela disse que era leve, mas tinhamos que tratar.
Ela passou umas gotinhas homeopaticas a ele, e o refluxo melhorou 90%.
Como foi que ele desenvolveu isso, foi por que estava comendo mais, como ele não gosta de leite e nem de mamadeira, tenho que fazer um mingau e dar de colherinha, ai ele acaba ingerindo um alimento mais pesado do que uma mamadeira batida com fruta.
Ele fica empaturrado e muitas vezes chama o UGO...rsrsrs
Ai dou menos mingau e comidas, mas dou varias vezes ao dia.

Refluxo é um problema sério, principalmente em bebezinhos novinhos, pois o risco de aspirar o leite vomitado é maior, quando Antonio era novinho eu morria de medo dele engasgar a noite com leite, então colocava ele pra dormir de lado, e graças a Deus ele nunca vomitou dormindo.
E também tem o risco da desnutrição, bebês com refluxo patológico tendem a ter baixo peso, que graças a Deus nunca foi o caso do Antonio também.

Aí lendo mais sobre o assunto achei no site www.saudevidaonline.com.br a Lúcia Helena Salvetti De Cicco disse assim:


O refluxo gastro-esofágico (RGE) se manifesta quando o conteúdo do estômago volta para o esôfago através do vômito (quando o leite volta coalhado) e também pode vir acompanhado de regurgitação (quando o leite reflui, isto é, volta sem ser coalhado). Ele pode ser "oculto" quando a criança não apresenta vômito ou regurgitação. Existem dois tipos de refluxo, o patológico e o fisiológico. A diferença entre os dois é quanto à quantidade regurgitada e a freqüência que ocorre.

O refluxo por si só pode ser considerado normal, mas quando é patológico, isto é, a sua freqüência é intensa, pode levar a desnutrição (a criança deixa de ganhar peso pelos vômitos) e problemas respiratórios, tais como pneumonia (o leite pode fluir para o pulmão), e esofagite (inflamação do esôfago, devido ao refluxo do conteúdo ácido do estômago).

Não existe uma explicação para a existência do refluxo, mas podemos dizer que o músculo existente na extremidade inferior do esôfago não desenvolveu direito ou é "fraco". Isto permite que o alimento volte para trás em direção a boca.

O RGE é mais freqüente na infância; aproximadamente 50% das crianças com 2 meses de idade regurgitam o leite de duas ou mais mamadas ao dia. Normalmente, o refluxo melhora espontaneamente e deixa de ser habitual a partir de um ano de idade.

Todas as crianças nascem com a válvula do esôfago imatura. Até os dois meses (idade em que a válvula acaba de amadurecer), é normal que a criança tenha refluxo. À partir desta idade, o problema passa a ser a quantidade de alimento que a criança reflui, pois se o volume for muito grande, ela não terá um desenvolvimento saudável e isto pode causar maiores problemas.


Como diagnosticar o Refluxo

Para se diagnosticar se a criança tem ou não refluxo, deve-se observar apresença de vômitos (se são freqüentes), processos pulmonares freqüentes, falta de ganho de peso, e exames como radiológicos ( exame contrastado do esôfagoe estômago) e mais recentemente pelo pHmetria. O que são esses exames:

RAIO X
O contraste torna possível a visualização da anatomia esôfago - estômago -duodeno e possíveis mal-formações.

CINTILOGRAFIA
A criança toma leite com uma substância marcada, que ao passar no aparelho,todos os episódios em que a criança apresenta refluxo são medidos. Serve também para ver se o refluxo vai para o pulmão da criança causando doença broncopulmonar (ver se o material refluído foi aspirado).

PHmetria
É realizada através de uma sonda bem fina, que é introduzida pelo nariz da criança, até o esôfago. Durante 24 horas, esta sonda mandará informações ao computador se está ou não ocorrendo o refluxo gastro esofágico.
O refluxo tem cura, desde que a criança faça uma dieta e tratamento, seguindo a orientação médica quanto à medicação e às medidas posturais.


Como deve ser o Tratamento e a Dieta da Criança com Refluxo

A dieta das crianças com refluxo deve ser dada em volumes pequenos, várias vezes ao dia. A forma que a mãe carrega a criança pode fazer com que ela ao arrotar, reflui. A posição ideal para se colocar o bebê depois que ele mamou é "em pé" no colo da mãe, de modo que não se faça nenhum tipo de pressão ou força para que ele arrote. Depois de mais ou menos uma hora após amamentar, coloque-o de bruço no berço elevado.O importante é não exercer nenhum tipo de pressão no abdômen da criança.

Veja a seguir o que a criança pode e não pode comer:


Alimentos Permitidos

Todas as Frutas, com exceção das cítricas. Algumas frutas, como mamão, goiaba, pêra e banana podem ser amassadas e usadas para engrossar sucos e outros alimentos.
arroz,
macarrão sem molho,
pão,
carne magra,
alimentos engrossados,
Legumes, etc

Alimentos Proibidos

Frutas cítricas,
refrigerantes,
chocolate,
acúcares concentrados (balas, doces, etc.),
iogurtes,
chás, café,
salgadinhos,
produtos de tomate,
frituras e comidas condimentadas.



Além da alimentação, em alguns casos, a criança com refluxo deve ter o berço elevado. Se o caso for grave o tratamento deve ser rigoroso, com o berço elevado à metade do comprimento, formando um ângulo de 30°. Se a criança estiver se desenvolvendo normalmente e não apresentar problemas respiratórios (pneumonia) nem esofagite, basta engrossar o leite.

Quando a criança já está com 7 ou 8 anos não há necessidade de erguer tanto a cama, basta apenas 30 cm. O importante é não deixá-las comer antes de dormir.


Alguns Conselhos Úteis para as crianças com refluxo

Deixar a criança no colo até ela arrotar;
Evitar chacoalhar a criança após as mamadas;
Evitar pressionar o abdomem na troca de fraldas;
Evitar dar alimentos da lista dos proibidos;
Engrossar o leite, sempre que recomendado pelo médico;
Seguir a medicação correta indicada pelo pediatra.
Colocar a criança para dormir com o berço inclinado (quando for o caso);

Segundo o blog pediatraemdia.blogspot.com, o Dr. Celso Ribeiro disse assim:

O QUE AS CRIANÇAS SENTEM, QUANDO TÊM REFLUXO ?

Dependendo da idade de início dos sintomas, o refluxo pode ter vários significados e cursos clínicos. Pode ter duas formas de apresentação: da criança, e do adulto.
No refluxo da criança os sintomas aparecem nos primeiros meses de vida e melhoram até os 12 ou 24 meses em 80% dos casos.
O refluxo do adulto pode ser prolongamento da primeira, ou aparecer mais tardiamente; tem sintomas persistentes e, quase sempre, necessita de tratamento.
As manifestações clínicas do refluxo podem ser específicas, tais como ruminação (ficar com movimentos mastigatórios contínuos), regurgitações, arrotos; dor abdominal, anemia e sangramentos; chiado no peito de repetição que não melhora com as medidas habituais; pneumonias de repetição, laringites, sinusites, infecções do ouvido de repetição, e outras.

Em lactentes a suspeita de inflamação no esôfago (esofagite) ocorre quando há choro excessivo, irritabilidade, distúrbios do sono, agitação e recusa da dieta (a criança passa a ter medo de alimentar-se, e sentir dor).
A criança maior pode queixar-se de queimação sobre o estômago, dor no peito tipo angina, dor abdominal, dor durante a alimentação e excesso de salivação.

Haverá comprometimento do crescimento porque os nutrientes não são adequadamente aproveitados pelo organismo.
O chiado no peito tem várias causas. Quando uma criança que está chiando não responde aos medicamentos habituais utilizados na asma, pensa-se em refluxo gastroesofágico como o causador do problema.
A apnéia, ou parada respiratória, ameaçadora à vida, pode ocorrer nos primeiros quatro meses de vida, mas a relação entre essa e o refluxo gastroesofágico é difícil de se estabelecer. Quando a apnéia ocorre logo após episódios de vômitos é possível que seja secundária ao refluxo.

O refluxo tem sido associado a vários outros acontecimentos na vida da criança, como morte súbita do lactente, soluços, rouquidão e erosão dentária. Como pode ser constatado, somente o médico poderá fazer o diagnóstico diferencial entre tantas condições clínicas apresentadas pela criança que vomita.


Mamães e futuras mamães, fiquem atentas as golfadas e vômitos de seus bebês,
UM BEIJÃO A TODAS